A Violência e Escárnio
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Numa grande cidade dirigida por um governador despótico e burlesco, um grupo de amigos, amantes do riso e de outros prazeres da vida, inventa uma nova forma de combate político: a farsa-que-não-parece-farsa.
E, desenvolvendo uma actividade que profundamente os diverte (e neles aguça o sentido de humor), põem fora do poleiro o detestado líder.
Irónica reflexão sobre o poder, A Violência e o Escárnio (1964) são aqui duas faces discrepantes da oposição a sistemas políticos vigentes: a atitude heróica, em que o militante, levando a sério os políticos de Estado, se sacrifica pela causa, e o absoluto desprezo pelas instituições estatais e pelos seus dirigentes, títeres de um mundo grotesco e aviltante.
Este romance exprime a paradoxal e salutar perspectiva de Albert Cossery, que às neuróticas gesticulações dos homens opõe o desprendimento e a contemplação — sempre assentes na rejeição do sacrifício.
Albert Cossery nasceu no Cairo em 1913 e viveu em Paris desde 1945, no mesmo modesto quarto de hotel, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, onde veio a morrer em 2008. Escritor egípcio de língua francesa, amigo de Albert Camus, Lawrence Durrell e Henry Miller, estreou-se na ficção em 1940 com Os Homens Esquecidos de Deus. Depois disso editou apenas oito títulos — porque o autor, adepto da indolência, sempre fez questão de não ultrapassar as suas médias: uma linha por semana, um livro de oito em oito anos. Contemplado em 1990 com o Grande Prémio da Francofonia, atribuído pela Academia Francesa ao conjunto da sua obra, e em 2000 com o Prémio Mediterrâneo pelo seu último romance, As Cores da Infâmia, Albert Cossery tem vindo a ser descoberto geração após geração, e os seus livros estão traduzidos em inglês, alemão, árabe, checo, castelhano e português.
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 13 × 21 cm |
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