O Amor Não Morre
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Esperarei.
Até ao dia em que digas para te esquecer.
Um grande amor pode tornar-se pequeno ou ser pequeno de raiz, porque os amores não são iguais, mas achar que um pequeno amor é melhor que amor nenhum é um erro. Cria espaço para a fragilidade excessiva, que pode dar lugar ao abuso e à agressão.
O amor, independentemente do seu tamanho, tem de ser amor ainda que tenha arestas, e pode nascer numa aplicação de encontros, numa corrida de táxi, no balcão de uma taberna e, sem preconceito, ser igual ao amor que se encontra numa biblioteca ou nas sombras de uma festa de sábado à noite.
À noite, quando se fica sozinho, é quando há mais tempo e espaço para se pensar no que serão os dias que se seguem, porque de repente o amor que era grande saiu a correr para um sítio qualquer, deixando um lugar frio e vazio.
Foi-se embora sem bater com a porta, deixando-a encostada. Nesse espaço entreaberto passaram a viver a esperança de que volte e o medo de que a porta se feche de vez.
Entre estas dúvidas nasce a pergunta: esperar ou esquecer?
Cláudio Ramos nasceu a 11 de novembro de 1973, às sete da manhã, na sua casa de Luanda, de onde sairia com um ano para se apaixonar para sempre pelo Alentejo e pelas suas gentes. O Alentejo é o lugar que mantém como seu há cinquenta anos e de onde faz questão de nunca abalar.
Comunicador nato, estreou-se na televisão em 1999, de onde nunca mais saiu, fazendo disso a sua atividade profissional. Antes, passou pela rádio, pela imprensa escrita, pelo mundo da publicidade e foi um dos pioneiros no mundo da blogosfera em Portugal.
A escrita é uma das suas camadas na forma de comunicar, vê nisso a possibilidade de se descobrir, de dar mais a quem o segue e de se ir revelando aos olhos dos outros com as histórias que cria e desenvolve como se fossem filhos, tal é o apego que lhes tem.
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 15 × 23 cm |
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