De Quanta Terra Precisa O Homem
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Um texto breve e magistral, que atravessa gerações e continua a interpelar o leitor com a mesma clareza implacável: no fim, tudo se reduz à medida exata da nossa existência.
Pakhóm é um homem simples, mas inquieto. Trabalha a terra, conhece o esforço e o valor do pão, mas carrega dentro de si um desejo que nunca repousa: possuir mais. Mais campos, mais horizontes, mais segurança. A cada conquista, porém, a terra parece encolher, e o coração tornar-se ainda mais insatisfeito.
Quando lhe surge a possibilidade de conquistar toda a terra que conseguir percorrer entre o nascer e o pôr do sol, Pakhóm entrega-se a uma corrida silenciosa contra o tempo, o corpo e a própria consciência. O dia avança, o sol inclina-se, e a ambição transforma-se num fardo tão pesado quanto a terra que ele deseja possuir.
Com a sobriedade e a lucidez que marcam a sua obra, Tolstói constrói uma história de aparente simplicidade e profunda força simbólica, onde, a cada passo, ecoa uma pergunta essencial: quanto é o suficiente para um homem? No desfecho, inevitável e fulgurante, revela-se a verdade última: austera, humana e eterna.
Lev Nikoláievitch Tolstói nasceu em 1828, numa família aristocrática russa, e é hoje reconhecido como um dos maiores escritores de todos os tempos. Autor de obras monumentais como Guerra e Paz e Anna Karénina, Tolstói foi
também um mestre do conto e da narrativa breve, género no qual alcançou uma clareza moral e uma força simbólica extraordinárias. A sua vida foi marcada por profundas inquietações espirituais e éticas. Depois de alcançar fama e reconhecimento literário, Tolstói entrou numa intensa crise moral que o levou a rejeitar os privilégios da sua classe, a questionar a propriedade privada, a violência, a religião institucional e o sentido da existência humana. Dessa busca nasceu uma obra tardia de grande simplicidade formal e enorme densidade filosófica, orientada para valores como a humildade, o trabalho, a justiça e a compaixão. Tolstói morreu em 1910, deixando uma obra que continua a interpelar leitores de todas as épocas. A sua escrita, simultaneamente simples e profunda, permanece como uma das mais lúcidas reflexões sobre a condição humana e sobre a eterna pergunta que atravessa a sua obra: como viver?
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 15 × 23 cm |
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