Gente Pobre
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Na São Petersburgo do século xix, onde o frio parece infiltrar-se nas paredes e nos ossos, vivem aqueles que o mundo não vê. Em quartos exíguos e corredores sombrios, sobrevivem vidas frágeis, feitas de silêncio, vergonha e esperança contida. Makar Devushkin é um homem pequeno aos olhos da sociedade. Um funcionário pú blico apagado, pobre, ridicularizado, esmagado por uma existência sem brilho. Mas, no seu coração, arde uma necessidade imensa de amar, de proteger, de ser necessário a alguém. Esse alguém é Varvara Dobrosyolova. Jovem, órfã, vulnerável, presa a um destino in certo e cruel. Nas cartas que troca com Makar, encontra consolo, ternura e uma rara sensação de segurança, num mundo que a ameaça constantemente. Entre palavras simples e confidências dolorosas, nasce uma ligação profunda, feita de sacrifício silencioso, de generosidade quase desesperada, de um amor que cresce na sombra e que talvez nunca possa existir à luz do dia. Comovente, intenso e profundamente humano, este romance recorda-nos que, mes mo nos corações esmagados pela miséria, pode habitar uma grandeza silenciosa.
Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 11.11.1821 - S. Petersburgo, 09.02.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846 com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentavivas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de caráter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a familiarizar-se com as profundezas insuspeitas da alma do povo russo. Amnistiado em 1855, reassumiu a atividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado. As obras de Dostoiévski atingem um relevo máximo pela análise psicológica, sobretudo das condições mórbidas, e pela completa identificação imaginativa do autor com as degradadas personagens a que deu vida, não tendo, por esse prisma, rival na literatura mundial. A exatidão e valor científico dos seus retratos é atestada pelos grandes criminalistas russos. Neste grande novelista, o desejo de sofrer traz como consequência a busca e a aceitação do castigo e a conceção da pena como redentora por meio da dor.
Informação adicional
| Dimensões (C x L x A) | 15 × 23 cm |
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